Solidez fiscal e redução de passivos do Paraná são destaques em novo Relatório da Dívida Pública 23/06/2026 - 10:44

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) acaba de publicar o novo Relatório da Dívida Pública 2025, um documento que traz um diagnóstico da dívida pública do Paraná. Elaborado pela Diretoria do Tesouro Estadual (DTE), o material mostra a evolução das contas do Estado ao longo de todo o ano passado, com destaque sobretudo para a redução de passivos e a manutenção de indicadores sólidos que evidenciam a saúde fiscal paranaense.

O Estado encerrou o ano com uma dívida negativa de R$ 3,5 bilhões — o que, grosso modo, significa que o Paraná teria condições de quitar todos os seus débitos e ainda contaria com um caixa de mais de R$ 3 bilhões disponível. Esse resultado fez com que a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida no exercício ficasse em -5%, um dos melhores desempenhos da série histórica estadual.

Para a diretora do Tesouro, Carin Deda, isso evidencia o bom trabalho que o Paraná vem fazendo na gestão da dívida — uma administração que beneficia toda a sociedade. “Com uma gestão pautada pela responsabilidade fiscal, equilíbrio das contas públicas e planejamento financeiro de longo prazo, o Estado não só manteve indicadores sólidos como reduziu passivos relevantes e preservou sua capacidade de investir em projetos estratégicos para a população”, explica.

ECONOMIA DIRETA – Uma das reduções significativas citadas por Deda e que é um dos destaques do exercício, como aponta o relatório, foi a redução da exposição cambial. Com a valorização do real em relação ao dólar ao longo de 2025, o Paraná registrou uma diminuição de aproximadamente R$ 687 milhões nos saldos devedores das operações contratadas em moeda estrangeira. Como resultado, a participação da dívida externa no estoque total caiu de 21,15% para 18,1%, fortalecendo ainda mais o perfil de risco da carteira de financiamentos do Estado.

Movimento semelhante aconteceu na gestão de precatórios e Requisição de Pequeno Valor (RPV), em que o Estado também teve avanços expressivos. O estoque de precatórios foi reduzido em 12,47%, encerrando 2025 em R$ 7,37 bilhões — refletindo a política de realizar aportes superiores ao mínimo constitucional, acelerando a quitação de débitos judiciais e proporcionando maior segurança jurídica e financeira.

Essas economias contribuíram para que o Paraná mantivesse a nota máxima A+ na avaliação da Capacidade de Pagamento (CAPAG) da Secretaria do Tesouro Nacional. O indicador mede a capacidade dos estados e municípios brasileiros de honrar seus compromissos financeiros, funcionando como um selo de garantia que facilita o acesso a crédito com garantia da União. Na prática, a manutenção da nota abre portas para novos investimentos e melhores condições de financiamento junto a bancos e instituições multilaterais.