Fazenda avalia estratégias para reduzir custos da dívida pública e ampliar espaço fiscal no Paraná 18/03/2026 - 12:07
Com o objetivo de tornar as contas públicas mais eficientes, a Secretaria da Fazenda (Sefa) tem realizado uma série de reuniões técnicas para avaliar alternativas de melhoria na gestão da dívida pública estadual.
Conduzidas pela Diretoria do Tesouro Estadual (DTE), as agendas têm reunido instituições financeiras e organismos multilaterais nos últimos dias. O objetivo é identificar oportunidades que permitam reduzir custos, melhorar as condições de financiamento e tornar o perfil da dívida mais equilibrado ao longo do tempo.
Atualmente, o Estado do Paraná possui uma dívida consolidada de aproximadamente R$ 30 bilhões. Dentro desse total, cerca de R$ 3 bilhões em operações consideradas menos vantajosas estão sendo analisados com prioridade. A ideia é buscar soluções como renegociação, reestruturação ou até substituição desses passivos, sempre respeitando os limites da legislação fiscal e o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas.
Estão em diálogo preliminar instituições como o Itaú Unibanco, além de organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (BIRD), ampliando o leque de possibilidades avaliadas para melhorar a estrutura financeira da dívida estadual.
“A gestão ativa da dívida pública é um instrumento fundamental. Ao revisar continuamente as condições de financiamento, o Estado consegue reduzir custos, melhorar o perfil de pagamento e ampliar o espaço fiscal para políticas públicas e investimentos estratégicos”, destacou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
As reuniões deverão prosseguir nas próximas semanas, com foco na análise e discussão de estruturas financeiras capazes de gerar ganhos consistentes para o Estado no médio e longo prazo. A DTE vai promover a articulação formal com as instituições financeiras de porte S1 e com organismos multilaterais, visando ao avanço das pautas em curso.
Ressalta-se que, permanece aberto o diálogo com quaisquer instituições financeiras devidamente qualificadas que tenham interesse em contribuir com as iniciativas em desenvolvimento.










