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28/10/2019

Nota Paraná destina R$ 13 milhões a entidades de combate ao câncer

Os créditos e sorteios do programa Nota Paraná, da Secretaria da Fazenda, ajudam a salvar vidas, colaborando com a manutenção de instituições de combate e prevenção ao câncer. Desde março de 2016 até setembro deste ano, R$ 13,8 milhões foram repassados a 16 instituições que dão apoio a pacientes e atuam no combate e prevenção à doença no Estado.

O programa foi criado em 2015 para ajudar no combate à sonegação de impostos e ampliar a arrecadação de impostos. No ano seguinte, o Nota Paraná passou a beneficiar entidades sociais, que recebem doações de notas fiscais de pessoas físicas e jurídicas e têm acesso aos créditos e sorteios do programa.

Desde então, já foram repassados R$ 151,8 milhões para 1.348 instituições cadastradas, uma média de R$ 112,6 mil por mês. São entidades das áreas de assistência social, saúde, cultura, esporte e defesa e proteção animal.

“O Governo do Paraná cumpre um papel social importante ao permitir que as entidades sem fins lucrativos recebam os créditos dos consumidores que não desejam informar o CPF na nota”, afirma a coordenadora do Nota Paraná, Marta Gambini. “Além de pacientes com câncer, esses valores têm contribuído para a qualidade de vidas de pessoas com deficiência, em situação de vulnerabilidade, animais abandonados e participantes de projetos de esporte e cultura”, destaca.

MARINGÁ – Uma das entidades apoiadas é a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Maringá, que participa do programa desde o início. Em média, R$ 40 mil são repassados mensalmente pela Secretaria de Estado da Fazenda através do programa. O valor cobre 40% do custo mensal da organização. A instituição espalhou 500 urnas em empresas e estabelecimentos comerciais para arrecadar as notas fiscais.

De acordo com a gestora institucional da entidade, Janaina Montovani, é esse valor que tem suprido as necessidades básicas da entidade, que já arrecadou R$ 1,7 milhão desde 2016. “O valor arrecadado desde o início é de grande importância para o cumprimento da missão da instituição, que é prover qualidade de vida da mulher em tratamento”, disse ela.

A Rede Feminina presta atendimento mensal a 283 pessoas, todos moradores de Maringá e Sarandi. Entre as vagas disponíveis, 206 são para mulheres e homens adultos e 45 para crianças e adolescentes.

Além dessas vagas, a instituição fornece medicamentos que não são fornecidos pelo SUS, fraldas e apoio psicológico aos pacientes. A rede conta com uma casa de apoio, com capacidade de atender até 32 pessoas, onde são disponibilizadas hospedagens, alimentação e transporte.

UNIÃO DA VITÓRIA – A Rede Feminina de Combate ao Câncer de União da Vitória está cadastrada desde o início do Nota Paraná e arrecadou R$ 364 mil até setembro. A manutenção da entidade gira em torno de R$ 20 mil a R$ 25 mil por mês e o valor repassado mensalmente cobre um terço dos custos da instituição. Esse dinheiro ajuda na folha de pagamento, devido à dificuldade na captação dos recursos. A Presidente da Rede, Márcia Regina Martins, falou sobre a importância dos repasses de créditos para a instituição, ao destacar a incrível diferença que o Nota Paraná faz para a instituição. “O programa é um auxílio necessário”, destaca.

A rede atende 350 pessoas por mês, conta com são 1.872 pessoas cadastradas, entre mulheres e homens em tratamento. A instituição oferece aos pacientes atendimentos com assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeuta e nutricionista, incluindo visitas domiciliares de profissionais de serviço social.

Além dos atendimentos, também são feitas doações de próteses de silicone externa e sutiãs para mulheres que fizeram mastectomia, empréstimos de muletas, bengalas, cadeira de rodas, cadeiras de banho e camas hospitalares.

A entidade conta também com um grupo de fortalecimento de vínculo e faz dinâmicas em grupos para estimular os pacientes, além de oferecer aulas de ioga, dança circular e oficinas de culinária, que acontecem em um espaço cedido por uma igreja.

MARCA PRÓPRIA – Para dar conta dos atendimentos, além do recurso obtido pelo Nota Paraná a entidade conta também com uma marca própria, a Rosa Chic, que customiza peças de roupas usadas e vendem por um valor maior. O trabalho é feito por voluntários e pelos próprios pacientes, que também ficam com uma parte do que é arrecadado com a venda.

Calças que não podem ser recuperadas são transformadas em outros objetos, como lixos para carro, aventais ou jogos americanos. Os pacientes e voluntários fazem também outros trabalhos artesanais, como pinturas em MDF, ponto cruz e crochê.

AMIGAS DA MAMA - A Associação Amigas da Mama, de Curitiba, conta com mais de 200 voluntárias. A entidade já recebeu mais de R$ 1,4 milhão em créditos do Nota Paraná. A Associação gasta em média R$ 6 mil por mês.

A entidade oferece empréstimos de perucas, doação de lenços, porta-dreno, prótese mamária externa, apoio psicológico, artesanato, orientação jurídica, drenagem linfática dos membros com linfedema, meditação e auriculoterapia. A presidente Macarcy Engelbert disse que os créditos do Nota Paraná trazem um alento, “é uma ajuda que a gente sabe que pode contar. Caso aconteça um imprevisto, teremos esse dinheiro”.

Hoje, a sede da Associação é locada, porém, a intenção é que com os créditos a instituição possa adquirir um local próprio que comporte as demandas e as necessidades do projeto. O projeto atendeu 5 mil pessoas em 2018, 329 mulheres que descobriram o câncer de mama procuraram a entidade.

ENTIDADES APOIADAS – ACPAC de Guarapuava, AMEDV-RCC de Dois Vizinhos, Associação do Núcleo de Apoio ao Portador de Câncer de Irati, Grupo de Apoio a Mama de Pato Branco, Honpar em Arapongas, Instituto de Câncer de Londrina, Liga Paranaense de Combate ao Câncer de Curitiba, Mão Amiga – Grupo Beltronense de Prevenção ao Câncer de Francisco Beltrão, Rede de Combate ao Câncer de Astorga, Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ponta Grossa, Rede Feminina de Combate ao Câncer de Maringá, Rede Feminina de Combate ao Câncer de Palmas, Rede Feminina de Combate ao Câncer de União da Vitória, Uopeccan de Umuarama, Uopeccan de Cascavel e Associação das Amigas da Mama de Curitiba.
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